Antonio Justel Rodriguez
O REI QUE CONHEÇO
... que o Rei me fale,
aquele que se veste de luz entre jardins
e comanda o murmurar dos lagos;
... é um Rei sem pajens nem cavalos;
ele vai e vem, ele flui como a água,
e a água flui
de pedras e rosas;
... que ele me cante, que o Rei me cante
a canção de afeição que entoava nos torneios,
aquela que feriu o seu inimigo e foi o seu lema no exílio;
[o Rei forjou o seu selo com sangue e sangue puro
e já selou o seu sangue;
o rei empunha o seu poder e ceptro com inteligente serenidade]
... que o Rei que conheço me fale, então:
aquele que vence as dobradiças das portas
e acalma, com paciência, os dentes furiosos dos cães.
*** António Justel
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Published on e-Stories.org on 05/09/2026.