Antonio Justel Rodriguez
SINAPSE
... e o espírito ou génio procura, procura e procura romper e brilhar, voar,
sentir a sublime leveza da sua luz e captar uma pulsação estelar e única, quântica e divina;
subir, ascender e ascender,
partilhar o ser tal como ele é e construir conscientemente a sua nova chama de ressurreição;
... mas, entretanto, como, como abolir a dor e como, como dividir o sofrimento, a escumalha;
porque lá no fundo, um brilho longínquo soa e resplandece, uma verdade intensa, uma harpa dourada,
e os olhos se fecham, procurando essa honra nas profundezas do corpo,
como uma Valquíria humana e mágica da alma;
e é, é nesse instante em que o ser se inflama e arde,
- quando brilha e crepita -
quando toma o orbe nas mãos e, incendiando-o,
nos seus dedos descobre a obra primordial dos deuses;
...ah, a sacralidade do fogo e dos seus lábaros, a sua ousadia intrépida e os seus tambores gélidos e íntimos;
ah, a sinapse divina,
mais uma vez sublime, indestrutível e pura,
sobre o amor total, tenso, vivo e duradouro, aquele que traz a paz, aquele que é o Éden do coração.
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António Justel/Orión de Panthoseas
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Published on e-Stories.org on 08/11/2025.