Antonio Justel Rodriguez
ODE Ā MINHA ALMA
… Seguro-te na noite mais pura e solitária,
mais pura e solitária como um aglomerado de gotas de luz,
a arder na minha vida;
… brilhando no meu peito,
és como uma libélula virgem que derrama o orvalho,
e no orvalho observo-te tremendo, amante mais terna,
uma folha de salsa, de videira e de oliveira.
… mãe, a minha filha,
os seus braços são como a flor da neve que a cerejeira deu à luz
… !!!
… e não, não, não é embriaguez vinda de ti, mas alimento,
não é uma emoção transbordante que enche o fogo e nos destrói, não,
vieste como o êxtase da aurora inundar os meus corpos e esplendi-los,
onde o tempo os preenche, afirma e engrandece;
… abraçada no meu coração,
a estrutura do tempo é a sua vida e a minha.
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António Justel/Orion de Panthoseas
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Published on e-Stories.org on 07/27/2025.